Riri Williams: tretas e ganhos


 15 anos. Gênio. Preta.
"Young, gifted and black" (Nina Simone)


"Garotas negras também querem ter heroínas
Todas as crianças devem ter em quem se espelhar"

(Sammus, Perfect Dark)


Afinal, quem é Riri Willians?


Um pouco antes da Guerra Civil 2, os quadrinhos do Homem de Ferro (roteiro de Brian Michael Bendis!) introduziram timidamente uma adolescente negra de 15 anos chamada Riri Williams. Devido à imagem dela montando um robô, a comunidade nerd especulou sobre ela ser a "Nova Máquina de Combate" ou mesmo a "Garota de Ferro". Quando a Marvel divulgou que Riri se tornaria protagonista da revista do Homem de Ferro (Invincible Iron Man), sob a alcunha de Ironheart, a comunidade "nerd tradicional" (*burning hell*) se propôs a fazer todo tipo de piada racista, por exemplo, sobre o cabelo blackpower não ser compatível com a armadura. Não bastando isso, o próprio desenhista escalado para a série - o brasileiro Mike Deodato Jr. - se mostrou meio deslocado do processo criativo (e do Universo Marvel) quando disse que se inspirou na Misty Knight, aquela AMIGA do Punho de Ferro.



Com apenas 15 anos, Riri já  estuda no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT ) com bolsa integral.
Invincible Iron Man Vol. 7 #7 (Maio, 2016)

Roteiro: Brian Michael Bendis
Arte: Mike Deodato Jr.
Cores: Frank Martin



Mais tarde, saberíamos de sua entrada para o time de super-gênios da Marvel (geralmente encabeçado pelo Reed Richards e seus "parças" Iluminatti) ao lado da adorável Lunella Lafayette (uma pré-adolescente que foi considera a pessoa mais inteligente do planeta Terra!). Até o presente momento, há muita especulação sobre Riri, mas o que se sabe é que o próprio Tony Stark a escolheu como sucessora, portanto, supomos que ela será uma personagem importante e um marco rumo à representações positivas para garotas negras. Nas Palavras do roteirista Brian Michael Bendis:



“Ela é inspirada no mundo ao meu redor, que não é representado o bastante na cultura popular” (BENDIS via einerd)



Preview Moongirl and Devil Dinosaur #15 (janeiro 2017) via Okplayer
Roteiro: Amy Reeder e Brandon Montclare
Arte: Natasha Bustos


A genialidade de Riri Williams e Lunella Lafayette


Tanto Lunella Lafayette (Moongirl and Devil Dinosaur), quanto Riri Williams fazem parte do movimento de mudança da Totalmente Nova Marvel, que deseja atrair um novo público além do convencional (masculino branco e até mesmo negro). E qual a melhor maneira de chamar leitoras? Inseri-las, representar de forma respeitosa, reconhecer o seu valor e fazê-las existir ali dentro. A forma mais evidente de mudar os paradigmas de representação de heroínas negras é fazer delas mais que "badass sarcásticas", e, assim, conferir poderes que extrapolem o combate físico. Daí, tanto Lunella quanto Riri são gênios da ciência, capazes de vencerem adversidades da falta de recursos ou da burocracia que - no caso de Lunella - a mantem numa instituição que não a acompanha. Enquanto Lunella é representada num traço cartunesco, com uma aparência bem pré-adolescente e descolada, Riri antes de estrear sua série virou tema de debates ao longo das ultimas duas semanas.

>>>Dormindo com o olho aberto<<<


Sammus
" Poder"


Primeira Contestação: qual o lugar dos negros?



No twitter, desde que foi divulgada a composição da equipe criativa de Invincible Iron Man, várias referências blerds (black + nerds) de importantes sites como Black Girl Nerds, Black Nerd Problems e The BlerdGurl questionaram a ausência de pessoas negras também como autoras (sujeitos) e não apenas como personagens (objetos). É evidente que ninguém está dizendo que pessoas negras têm que se focar em fazer apenas personagens negras, apenas focam na visibilização de pessoas negras que são ótimas roteiristas, ilustradoras, coloristas, letristas e arte-finalistas - caso a Marvel ainda não saiba (Aqui uma lista com 95).


Segunda Contestação: capas variantes (via Comic Vine)



Arte e capa por
 STEFANO CASELLI

Capa Variante por
Adoro capas variantes, mas não é de hoje que sinto desconforto com as interpretações de alguns artistas convidados. O que poderia ser uma possibilidade de ampliar o conceito das personagens, muitas vezes é um mais do mesmo. No caso de Riri Williams, apenas uma delas foi contestada com veemência principalmente pelo "black twitter."

Primeiramente, a capa variante de Skottie Young e Jeff Dekal me incomodaram bastante. Se você buscar trabalhos de Young verá que ele tem esse estilo fofo e cartunesco que funciona bastante bem na maioria dos casos (um Deadpool, por exemplo), mas se observarmos a imagem de Riri ela retoma estereótipos. Black Power espetado, como um símbolo de quem foi eletrocutada, olhos esbugalhados e o sorriso exagerado descrevem uma típica imagem de "insanidade" e "humor pastelão" como os teatros estadunidenses do século XIX. A falta de simetria dos olhos é indício de loucura. Isso fica mais evidente se você substituir o capacete por uma melancia. A sutileza do discurso veiculado nessa imagem fez com que os problemas das demais se destacasse.


STEAM Variant por
MIKE MCKONE
 
Se, por um lado, a capa de Mike Mckone - a primeira a qual tivemos contato - tem um grade mérito que é o de apresentar uma garota (?) negra pigmentada, com traços que indicam positivamente que é negra, por outro pergunto: é mesmo uma garota? Histórias em quadrinhos são narrativas que se embasam em certos padrões visuais, então quando olhamos pra personagem já devemos ter ideia do que ela propõe e se identifica. Riri é uma jovem de 15 anos que estuda no MIT, será que um croped é realmente a melhor forma de caracterizá-la? Uma nerd cool, quebra estereótipos ou se aproxima deles?  E que tal o corpo de mulher adulta, somado aos brincos de argola? É como se a interpretação de Mckone procurasse por uma forma BLAXPLOITATION de representar uma adolescente, e, portanto, uma forma de ignorar que ela é adolescente

Sabemos o peso histórico de diferença na categoria "criança"/"jovem" pelos quesitos raça/cor e classe. As classes trabalhadoras, pela própria dinâmica do mercado capitalista, tem sido obrigada a inserir jovens no mercado de trabalho e, por consequência, na vida adulta. Neste sentido, a exploração de garotas e garotos negros tem sido naturalizadas desde o período escravocrata, e suas atitudes são lidas pela opinião pública como responsabilidades delas. Quem lembra do mote do pai dos adultos (brancos) que espancaram uma empregada doméstica "porque confundiram com uma prostituta": "Eles são apenas crianças?". Qual a cor da trabalhadora? 


Hip-Hop Variant por

Voltando à Riri: o desenhista que enxerga um gênio adolescente a partir de um desejo perverso que não apenas a hipersexualiza (porque o olhar é direcionado aos traços "femininos"), como legitima o discurso colonial de abuso do corpo de jovens negras. E tem mais: a oposição mulher negra e homem branco, nesta capa, é construída pelo apagamento do corpo masculino (completamente envolvido por roupas) e reafirmação dos "atributos femininos". A construção do Tony Stark de terno, mão indicando o manejo dos botões mostra a sofisticação, um lugar de gênero, raça e cultura.  Assim, é marcado o lugar de Riri como o total oposto: "heterorracial, heterossexual e heterocultural". Essa oposição pode ser elevada a discussao, mas como temos experiência com o Rhodes não somos esperançosas neste sentido, daí parece realmente um ponto negativo da capa.

Action Figure Variante por

A capa de Adi Granov, embora traga uma Riri com a pele menos pigmentada - que dado o fundo branco, alguns podem dizer que é uma questão de iluminação - e o visual ainda seja BLAXPLOITATION, eleva a discussão do "humano vs máquina" a outro patamar. Sendo Riri uma jovem negra, sua genialidade direcionada à engenharia questiona o padrão superlativo  do Stark. A ambição dele é tão tóxica que seus lucros sempre resultam dum processo de machucar às pessoas. Abrir mão da industria bélica não é o bastante para resolver os problemas sociais. O aplicativo Extremis 3.0 (Ver Novíssimos Vingadores, 2016) evidenciou o quanto Tony Stark é uma ameaça ideológica ao mundo, até porque "o pior dele" é uma face da mesma moeda capetalista. O ganho dessa capa é que a delicadeza com que Riri se dirige à máquina abre espaço para uma nova ciência, que foge à visão de mundo masculinista, racista e elitista que predomina nas ciências exatas.



As capas de action figures costumam ser divertidas, e sempre fico na expectativa de encontrar nas lojas quando é personagem mulher, negro, negra, menos mainstream e tal.

Divided We Stand Variante por
TOM RANEY

É verdade que nunca acho, mas uma possibilidade como essas de vislumbrar uma action da Riri Ironheart Williams é como boas-vindas: "sim, venha para o universo Marvel, aqui tem um espaço pra você".  Armadura, cabelo natural, o rosto à mostra...! Muito amor, gente. Só esperamos que essa fresta seja um plano de carreira super-heroica, né?

Sem dúvidas, a capa de Tom Raney dialoga com a capa principal, de Stefano Caselli e não apenas pela paleta de cores "feminilizar" a marca do arauto dos valores masculinistas .

O rosto da heroína à mostra na capa é muito importante para que a ideia de uma super-heroína Negra (para além da Tempestade) seja solidificada no imaginário popular. Com isso, não quero negar a importância de Ororo, mas destacar que Riri é uma heroína para esse tempo, porque os avanços sociais já nos possibilitam pensar em formas mais comuns,  a vida cotidiana fora de estereótipos. Na criação de Tom Raney temos Riri numa posição clássica que remete ao ser humano como agente modificador da natureza, no domínio da tecnologia, mas em busca duma harmonia como a expressão facial dela demonstra.





Terceira Contestação: A treta, treta mesmo 


"Uma das coisas que mais me marcou quando trabalhei em Chicago uns anos atrás [...] foi  o caos e a violência incessante. E a história dessa brilhante garota negra cuja vida foi marcada pela tragédia que poderia facilmente acabar com a sua vida -  a cotidiana violência das ruas - e foi em frente para a universidade me inspirou bastante. Acredito que foi a versão mais moderna de uma história de super-heroína que eu já ouvi. E eu a guardei até o momento em que tive a personagem certa num lugar certo" 
 (BENDIS via FOR HARRIET)



Se para o criador Brian M. Bendis uma das características marcantes de Riri Williams é que "ela olha para as coisas numa perspectiva diferente, que faz da armadura dela única", como ela deveria parecer? BLAXPLOITATION como na maioria das variantes? Realista? Sexualmente precoce? Um gênio adolescente deve ser como a capa variante de Invincible Iron Man #1 abaixo? 



posição confortável, heim, J. Scott Campbell??

A maioria das capas que foram divulgadas não geraram tanto debate quanto essa de J. Scott Campbell. A capa à esquerda causou revolta nas pessoas negras produtoras de conteúdo na internet e mobilizou o "black twitter" de forma bastante surpreendente, mas o que realmente teve destaque foi a hashtag #teensthatlookliketeens lançada por uma garota branca chamada Donna Dicken (@MildlyAmused). Todas as pessoas que aderiram, postaram imagens de adolescentes e de personagens jovens com um comentário sobre "adolescentes serem apresentadas como tal".

O primeiro problema que foi apontado nas capas encomendadas a J. Scott Campbell é que Riri Williams não parece uma adolescente: seu corpo está marcado pelo apelo sexual, objetificante, oposto ao conceito da personagem. Cabe salientar que ambas as capas seriam vendidas, e cada uma com um preço diferente que confirma a perspectiva de que o corpo da garota é uma carne que pode ser exposta e comercializada a baixo custo. São muitos problemas: a posição não faz sentido, o corpo de mulher adulta, o tom de pele e o cabelo adequados ao olhar dum senhor de engenho e toda a sorte de confirmações visuais que ferem o conceito de "Adolescente, brilhante e Preta". Se você observar bem, até mesmo a capa em que ela está trajando sua armadura é marcada pela mirada masculina, agressiva, colonial.

Quando me refiro ao olhar de Campbell como a de um dono de engenho, quero enfatizar o legado da escravidão na construção da feminilidade negra tanto em termos de identidade quanto de corpo . Neste emblemático capítulo de Mulheres, Raça e Classe da filósofa estadunidense Angela Davis, percorremos a história da representação/interpretação das mulheres negras, sempre a partir do olhar do outro, que naturaliza essa imagem de hipersexualidade, raiva, força exagerada. Se observarem bem, a maioria das capas investem em reforços exteriores à Riri para reforçar o clima de mulheridade, porque, o lugar-comum da mulher negra nos quadrinhos é a "emasculação". Claro que vivemos num mundo em que predomina a visão binária homem/mulher, mas chegou a hora de investir em outras maneiras de enxergar o gênero, inclusive substituindo a história única de subserviência e sexualidade animalesca (e necessariamente heterossexual) por imagens mais diversas/reais.

Houve uma série de debates porque o autor se recusou a compreender o que o público estava questionando. Além da indisposição dele, muita gente se juntou no coro de "não gostou, não compra" como se fosse esse o problema.


BREAKING: Man Who Sexualized Minor on Comic Cover Not Bothered by Negativity https://t.co/netVsN74Ne pic.twitter.com/TGMDa3JqMV


— The Outhousers (@TheOuthousers) 19 de outubro de 2016


E por que ele se abalaria? Além disso, a treta maior estava por vir.



Oh come on...this isn't THAT bad yall...Marvel pulls Iron Man cover after accusations of 'sexualising' teenage girl https://t.co/I7XMEDi5d8



— Afua Richardson (@AfuaRichardson) 21 de outubro de 2016
(Ah não... isso não é totalmente ruim.. Marvel retira a capa de Iron Man depois de acusações de "sexualizar" uma adolescente)


People are offended by drawings but silent when real teens get injured. I use to donate to this shelter for girls But they lost their lease.
— Afua Richardson (@AfuaRichardson) 21 de outubro de 2016
(As pessoas estão ofendidas por conta dos desenhos, mas são silentes quando garotas reais são violentadas.  Eu costumo concordar com garotas, mas neste caso perderam seu apoio)


Meu mundo caiu quando Afua Richardson publicou que "isso não é de todo ruim". Se você não sabe quem é Afua Richardson ou Lakota Sioux só digo a você que ela é a primeira mulher Preta a ter visibilidade no mercado mainstream de quadrinhos. Ela ganhou um prêmio Nina Simone em 2014 por ser uma jovem, brilhante e Preta inspiradora. Evidentemente o problema não é ela, mas seu posicionamento causou um choque imenso, porque questionar a visão de centenas de mulheres dessa forma foi tão equivocada quanto ser preto/a de direita. Os valores que está defendendo são tão descabidos, que não houve comentários contrários por parte do "black twitter". Não estamos aqui para brigar contra nós (porque isso é trabalhar a favor dos supremacistas), mas precisamos rever nossas atitudes, afinal, estar à margem é ser confrontada pela "opinião", que na verdade é a própria hegemonia disfarçada.

Após toda a manifestação do público em relação a essa capa exclusiva, a Marvel e a Midtown decidiram voltar atrás e propor outra capa, acrescentando a armadura. Muitos sítios trataram a questão como "polêmica" ou "feministas forçam a Marvel a mudar capa", como se fosse essa a questão. O que eles parecem não entender, é que a Marvel é uma empresa com distribuição internacional, e que o grande definidor da produção é o consumo, e ficou evidente que as pessoas não se interessaram por comprar esse produto. Eles forçam a barra, procuram ver se há resistência do público ou não.

Uma vez que a aceitação foi baixa, e a hashtag alcançou um número considerável, logo a Marvel tratou de divulgar sketches em que Riri finalmente parece uma adolescente:





E os Ganhos? Onde estão os ganhos?

Após todo o debate, (que frustrou nossa felicidade pós temporada de Luke Cage), negação, insultos e drama,  Campbell decidiu postar uma ilustração da " Riri repensada" que, apesar de não ser oficial mostra certo entendimento.



Nova versão de Riri ilustrada por Scott Campbell via Collant sem decote

"Bem... eu suponho que tudo é possível Eva. Se as pessoas demandam que alguém deva ser tirado de circulação, suponho que eles poderiam demandar que essa outra possa existir" (J. Scott Campbell)



Considero um ganho, não porque acredito na mudança de pensamento imediata do ilustrador. O ponto aqui, é o reconhecimento de que o público atual está não apenas consciente, mas paramentado de ferramentas efetivas de expressão, pra além da compra. O ganho é não permitir que isso seja sequer considerado vendável. 

Mas o real ganho estava por vir!


Ao que tudo indica, Ariell Johnson é a única mulher negra dona de uma comic shop na Costa Oeste dos Estados UnidosSua Amalgam Comics & Coffeehouse, na Filadélfia,  foi inalgurada em dezembro de 2015 e já se firmou como um espaço inclusivo para a comunidade nerd/geek negra. Sendo assimquando a Marvel apresnetou a possibilidade de capas variantes para as comic shops, o ilustrador Randy Green, amigo de  Ariell Johnson, começou a trabalhar na impactante capa de Invincible Iron Man #1.

Se ela - como nós - foi introduzida ao mundo dos quadrinhos pela Tempestade, líder dos X-Men, e ficou por décadas em busca de uma super-heroína com quem REALMENTE se identificar, nada mais gratificante que mostrar a ponte entre ela e Riri Williams nesta capa. 


Capa variante de Invincible Iron Man #1 por Randy Green
Ariell Johnson é uma proeminente dona de Comic Shop


"Pensar que eu [li quadrinhos] por décadas e nunca vi uma heroína Preta é louco porque garotos brancos tiveram tantos [com quem se idenfificar]: "Eu quero ser Iron Man! Eu quero ser Batman! Eu quero ser Superman! Eu quero ser Han Solo" Quando você não é branca, você procura até o fundo do tacho para encontrar alguém com quem possa se identificar. Eu sempre senti que estava assistindo aventuras de outras pessoas [...] Ser introduzida à Tempestade foi essencial pra mim, pois, do contrário eu teria crescido distante do meu amor pelos quadrinhos"  
(JOHNSON, via ABC News)




Conclusão!


É realmente lamentável como o mercado dos quadrinhos pode ser muito tradicionalista, focado no olhar masculino, branco, heterossexual, magro, burguês. Como disse Ariell: o fato é que gostamos de quadrinhos apesar de todos esses reveses. O ganho é que o alargamento do público consumidor põe em xeque a representação hegemônica e a ideia de quadrinho como passatempo que ensina/reitera os homens a se identificarem com uma masculinidade tóxica. Cada vez mais, nossos heróis parecem conosco não apenas por serem Pretas, Nerds como Lunella e Riri, mas porque avançam para todos os lados. É particularmente adorável pra mim, que cresci com referências pífias, ter um novo recomeço com a Ironheart e imagine - até uma comic shop/café pra ir! Não avançamos tudo, mas apesar de tudo, há os dias em que sobrevivemos às tretas e ganhamos!






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