sexta-feira, 3 de março de 2017

Xenia Rubinos: jazz, pop, brooklyn e identidade em uma só cantora




Nesta semana da mulher, de 1º a 8 de março, portais nerds feministas se juntaram em uma ação coletiva para discutir de temas pertinentes à data e à cultura pop, trazendo análises, resenhas, entrevistas e críticas que tragam novas e instigantes reflexões e visões. São eles: Collant Sem Decote , Delirium Nerd, @IdeiasemRoxo, Momentum SagaNó de Oito, Preta, Nerd & Burning Hell, Prosa LivrePsicologia&CulturaPopValkiriasKaol Porfírio#wecannerdit #nerdiandade #nerdgirl#feminismonerd #8demarço


Não sei escrever títulos de posts. Beijos.

Mas começo esse texto dizendo que a Xenia Rubinos é uma artista muito massa, que eu descobri mais ou menos por acaso, através de uma indicação de uma pessoa querida e tal, e que depois de ouvir algumas músicas o nome dela ficou na minha cabeça (uma coisa meio rara em tempos de Spotify e suas listas infinitas de descobertas musicais mais incríveis da última semana). Mas enfim, fui pesquisar mais sobre ela e aí que gostei mesmo do que achei.

Xenia é do Brooklyn e filha de pai cubano e de mãe porto-riquenha e se define como uma "angry brown girl". A influência "latina" aparece em suas músicas, inclusive em algumas letras que misturam espanhol e inglês. Ela recentemente respondeu à política xenofóbica de Trump assim:

Fonte: Facebook

O segundo álbum de Xenia foi lançado no ano passado, se chama Black Terry Cat e foi bastante elogiado. Eu pessoalmente adorei a música "Black Stars", essa versão ao vivo aqui é ótima.



Em uma entrevista, a cantora diz que a letra fala sobre mortalidade, que enquanto escrevia, pensava sobre o assassinato de Michael Brown por um policial em Fergurson em 2014 e a morte do próprio pai em 2015.

Lonely Lover também é incrível e o clipe é ótimo:



I, I just can’t seem to stop the stars from falling
I, I just can’t wrap my world around it darling
You call, you call me up just like my lonely lover
You see, I’ve seen a thousand miles just like this


E em Mexican Chef ela discute identidade e empoderamento latino de um jeito bem divertido:


Enfim, vale a pena ouvir essas e as outras 13 músicas desse álbum :)

Nenhum comentário:

Postar um comentário